domingo, 15 de agosto de 2010

Torção Gástrica- um mal que pode atingir seu dogue

Situação que representa grande risco à vida dos cães, e mais freqüente em animais de porte grande (entre 2 e 10 anos de idade) e com ¨peito profundo¨ como São Bernardo, Dogue Alemão, Pastor Alemão, etc.
A dilatação-torção gástrica representa 1,53 % das doenças diagnosticadas em cães gigantes, qualquer que seja a idade. A incidência varia com a idade, mas é máxima para os cães idosos de 7 a 10 anos. O Dogue alemão representa 73 % dos casos.
A dilatação-torção gástrica se caracteriza por uma dilatação ou expansão do estômago seguido de uma torção. Como conseqüência, qualquer trânsito se torna impossível, até mesmo o vômito. Perturbações circulatórias e respiratórias levam muito rapidamente a um estado de choque muito perigoso, seguido da morte do animal.
Este acidente acomete principalmente os cães gigantes adultos. Sua incidência aumenta com a idade e varia de 2 a 10 %.
A profundidade da caixa toráxica e a ingestão de refeições volumosas parecem ser os dois fatores que favorecem esta patologia.
Esta dilatação do estômago pode ser causada por vários motivos como, por exemplo, a aerofagia (que ocorre quando, por comer muito rapidamente, o cão ingere ar juntamente com o alimento), a ingestão de alimentos secos, a prática de exercícios físicos antes ou logo após as refeições, a ingestão excessiva de água ou alimentos ou, até mesmo, devido a algum fator genético.

Uma pesquisa epidemiológica ilustra a correlação negativa entre o volume da refeição e a incidência da dilatação-torção gástrica entre os cães gigantes .
Além disso, a dilatação-torção gástrica parece ser facilitada pela ingestão de uma grande quantidade de ar.
Apesar de ser um assunto muito discutido, uma análise da composição do gás acumulado em casos de dilatação-torção gástrica reforça esta hipótese. A título preventivo, é conveniente adotar medidas indispensáveis para diminuir a velocidade de ingestão do alimento. 

Alguns artifícios que permitem evitar que cães gigantes se transformem em¨ aspiradores¨gigantes incluem colocar o alimento em locais mais altos, colocar alguns objetos no recipiente a fim de diminuir a ingestão de alimento (bola de tênis), a distribuição de várias refeições em quantidades pequenas ou a reidratação da ração para estimular o esvaziamento gástrico.

Da mesma forma, convém diminuir o exercício antes e após as refeições bem como evitar a distribuição das refeições a noite ou antes de sair, pois a observação dos primeiros sintomas e uma intervenção apropriada podendo evitar que o animal venha a óbito.
Atenção:
Por trata-se de uma situação de emergência, se os sintomas não forem percebidos rapidamente e o cão não for encaminhado ao veterinário com a mesma rapidez, a torção gástrica pode levar o animal ao estado de choque e até matá-lo em apenas 3 horas. Isso de deve ao fato de que a doença se manifesta pelo acúmulo de gazes no estômago do animal que, não conseguindo expulsá-los, tem o volume do estômago aumentado, o que pode resultar na necrose desse órgão pelo estrangulamento da parede estomacal.
Prevenção
• Não dê alimentos em grandes quantidades. Fraccione as refeições várias vezes ao dia.
• Evite rações com pouca fibra.
• Evite rações com alta taxa de fermentação (ricas em hidratos de carbono; por exemplo, amido ).
• Não permita que o animal beba grandes quantidades de água de uma só vez, inclusive durante as refeições.
• Evite exercícios violentos após as refeições (tais como pular e correr).
• colocar o alimento em locais mais altos
• colocar alguns objetos no recipiente a fim de diminuir a ingestão de alimento (bola de tênis)
• a reidratação da ração para estimular o esvaziamento gástrico
• Cirurgia preventiva  

Sinais de alarme
• distensão abdominal com timpanismo (gases);
• ânsia de vômito não produtiva;
• pulso fraco;
• salivação intensa;
• dificuldade respiratória;
• mucosas pálidas;
• aumento da frequência cardíaca;
• inquietude.
• e até mesmo a perda de consciência.
• A torção do estômago faz com que a circulação entre os vasos sanguíneos gástricos e esplénicos fique comprometida, resultando num choque profundo.
• Finalmente o animal colapsa, deitando-se lateralmente, podendo observar-se o enorme volume distendendo o abdómen.
O que é que pode ser feito?
Uma vez percebidos os sinais, o proprietário não deve tentar ¨salvar¨ o animal sozinho, e sim leva-lo o mais rapidamente possível ao veterinário para que sejam prestados os primeiro socorros e, logo após estabilizada a situação, seja dado início ao tratamento mais adequado ao caso.
A assistência por parte do médico veterinário deve ser imediata. É necessário que a pressão nas paredes do estômago e órgãos internos seja diminuída através da passagem de um tubo pelo estômago. Esta pressão também pode ser aliviada utilizando um catéter perfurando o estômago.
É imperativo que se inicie o tratamento para reverter o choque com grandes quantidades de fluidos intravenosos. Uma vez que o paciente se encontre estabilizado, o estômago deverá ser recolocado na posição anatómica correcta. Para tal o animal tem de ser submetido a cirurgia abdominal sem demoras.
Qual a taxa de sobrevivência?
Depende das circunstâncias em que o animal entre na clínica. Há que ponderar diversos factores vitais como: severidade e agravamento da situação, problemas cardíacos secundários, extensão das áreas de necrose do estômago, entre outros. Existe a probabilidade de cerca de 15 a 20% de morte dos animais após cirurgia. 

Também no caso da torção gástrica, a prevenção é o melhor remédio. Assim sendo, deve-se evitar alimentar o cão com grandes quantidades de ração de uma única vez, não permitir que o animal faça exercícios físicos de forma brusca depois das refeições e também em dias de calor intenso e, ainda, evitar a ingestão excessiva de água tanto após os exercícios quanto as refeições.

Fontes: Dr.Maurício Pires – méd. vet.
hospvetprincipal pt/dilataca
cobasi com br/site/informativos/
mundodosanimais com/portal/dossiers-medico-veterinarios/gastroenterologia/dilatacao-e-torcao-gastrica

Dicas de Adestramento - Comando "senta"

Este comando é, com certeza, um dos mais importantes a ensinar ao seu cão, pois ele serve de base para muitos outros truques. Por isso recomenda-se que seja o primeiro ou um dos primeiros comandos a ser treinado, visto que é muito mais fácil ensiná-lo a dar a pata, implorar ou deitar se ele já tiver assimilado bem o “senta”.

Para ensinar ao seu cão a sentar, você precisará de alguns petiscos cortados em pedaços pequenos. Ou, ainda, utilizar a ração se ele for muito guloso, ou mesmo um brinquedo do qual ele goste muito. O que importa, na verdade, é que seja algo que desperte o interesse do animal e o motive a conquistá-lo.




Fase 1

Com um pedaço de petisco à mão, posicione-a em frente ao focinho do cão. Lentamente erga a sua mão para cima, como que na direção dos olhos dele. Não levante demais, pois isso poderá induzi-lo a pular. À medida em que o cão levantar o focinho, a parte traseira do seu corpo tenderá a descer, fazendo com que ele fique na posição sentada.

Assim que ele sentar, clique e recompense com o petisco. Se não tiver o clicker, apenas entregue o petisco. Nessa hora o importante é não dizer a palavra “senta”, pois o cão ainda não fixou o comportamento. Nós a introduziremos depois.

Gaste o tempo que for preciso com esse exercício e pratique até que o cão possa ser induzido a sentar com facilidade e responda de maneira espontânea ao movimento da mão. 

Fase 2

O comando gestual é introduzido de forma que o cachorro não fique condicionado ao petisco para oferecer o comando. Nós primeiro vamos alternar a indução com petisco e o comando gestual. Isto fará o cachorro pensar que há petisco em nosso comando gestual.

Exercício 1: (com petisco)

1. Tenha um pedaço pequeno de petisco em sua mão.
2. Posicione sua mão em frente ao focinho do seu cachorro.
3. Lentamente erga sua mão para cima, e em direção aos olhos dele.
4. No momento em que ele se sentar,
5. clique seu clicker, e então lhe dê o petisco.

Exercício 2: (sem petisco)

1. Não ponha petisco em sua mão.
2. Posicione sua mão em frente ao focinho do seu cachorro.
3. Lentamente erga sua mão para cima, e em direção aos olhos dele.
4. No momento em que ele se sentar, clique seu clicker.
5. Então traga o petisco à sua mão, e então lhe dê o petisco.

Pratique estes exercícios constantemente até seu cachorro se sentar dentro de um segundo depois que você fizer o comando gestual.  

Fase 3

Agora que o cão já está sentando toda vez que você apresenta o comando gestual, o comando oral será inserido. Diga “senta” e faça o gesto ao mesmo tempo. Depois de repetir algumas vezes, tente dizer “senta” sem o comando gestual. Se o cão sentar, recompense e faça muita festa. Se ele não entender, repita o exercício até que ele associe o comando ao ato de sentar.

Uns dos erros mais comuns que os donos cometem, é que eles repetem o comando muitas vezes. “Senta, Rex. Rex, senta. Senta, senta…” Está é uma indicação clara de que o comando não foi condicionado com sucesso. O cão deve sentar logo depois de dado o comando, sem hesitar. Se ele demora para responder ou senta muito devagar, o melhor é retornar aos exercícios e treinar mais um pouco.

Fonte:
Paula Andrade
adestramento wordpress com 
Vídeo:
Adestradoronline com

sábado, 14 de agosto de 2010

Dogue Alemão - origem e história

A diversidade de denominação desta raça ilustra a hipótese relativa às origens da mesma. O dogue alemão é chamado de alano na Itália, great dane na Inglaterra e USA, dinamarquês na Baviera e na Dinamarca, dogue de Ulm (uma pequena cidade de Wurtemberg/Alemanha) e muitos outros nomes.

Na realidade, o dogue descende dos alantes, cães grandes introduzidos na Europa pelos Alanos, povo irânico expulso pelos Hunos, que migraram para aquele continente. Assim, com os Godos, Busgúndios e outros povos da época, eram guerreiros e se utilizavam de cães de guerra combativos, como auxiliares nas escaramuças. Nos baixos-relevos dos túmulos em Beni-Hassan aparecem cães cuja poderosa silhueta lembra a do dogue alemão.

Desde o seu surgimento, com passagem registradas em tapeçarias e artefatos medievais, até a atualidade, esse molosso foi tomando ares nobres e refinados, o que pressupõe uma grande evolução estética.

Embora sejam muitos os nomes (tigger dogge, hatzrudde sanfanger, aldenstch dogge, mitzgerhund, boarhund, kammerhunde) trata-se com certeza do mesmo cão, que após ser adotado pelas cortes principescas foi elevado à mais alta escala social, até o ponto de usarem coleiras de ouro maciço.

No século XIX, a cinofilia começou a firmar-se como ciência e foi nesta época que a Alemanha decidiu estabelecer um único nome à raça. Em 1870, o Chanceler alemão Bismarck, possuía dois dogues de Ulm (dogue alemão) e gostava de exibir-se com eles. A cinofilia alemã considerava essa raça como sendo essencialmente nacional, alguns cinólogos davam-lhe o nome de “grande dinamarquês, o que criava um problema de nacionalidade”.

Finalmente em 1877, os alemães oficializaram o nome DEUTSCH DOGGE, e todos os animais pertencentes à esta raça, mesmo que registrados com nomes diferentes, foram apresentados na exposição canina de Frankfurt com a nova denominação.
 
Em 1937, a discussão sobre o nome desses cães, ainda não era pacífica, sendo que a Dinamarca chamava para si a paternidade da raça; o delegado do The Kennel Club Dinamarquês apresentou novos dados sobre a questão e advogava a adoção da denominação de Grande Dinamarquês, como nome oficial.

Na realidade, não se tratava de simples questão de vocabulário, ou nacionalismo, pois segundo o Dr. Locquet, era provável que naquele época existissem 2 variedades de cão: a do grande dinamarquês (não reconhecida) e a do deutsche dogge, mais importante numericamente.

A Segunda Guerra Mundial encerrou de modo trágico toda essa discussão. O grande dinamarquês foi extinto, ficando apenas o deutsche dogge, cuja denominação foi adotada oficialmente.

COMPORTAMENTO

Apesar desse gigante inspirar terror em algumas pessoas, seu olhar e comportamento é prova evidente do equilíbrio que o caracteriza, equilíbrio que é também indispensável a convivência. É um cão capaz de fazer o que for preciso para defender o dono e seu patrimônio. Sua eficácia na guarda conta com inúmeros relatos, como da cadela Barine (uma das precursoras da raça na Alemanha) que, sem despertar os donos, desceu até a entrada da casa e, degolou um ladrão que entrou na casa julgando-se sozinho. Ou o cão que em São Paulo, matou 02 dos 03 assaltantes que renderam o caseiro da chácara de seus donos, mesmo depois de ter levado três tiros de revólver calibre 38 (relato constante da Revista Cães & Cia)

Para que a convivência com o dogue seja a mais prazerosa possível, é bom educá-lo desde cedo, pois devido à sua envergadura, um animal desobediente e desastrado pode causar danos de grandes proporções . O dogue alemão aprende depressa e tem uma grande vontade de agradar o dono, o que faz com que consiga-se o que quiser dele.
 
O segredo da educação canina é não ser violento, o que não significa que se deve permitir tudo. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio, o que é fácil quando existe afeto entre as duas partes.

Entre as várias características que agradam no dogue alemão, a variedade de cor é com certeza uma das mais importantes. O origem de cores tão diversas ainda gera algumas especulações, entretanto alguns estudiosos afirmam que a variação genética deve-se à função original dos cães, que eram utilizados como caçadores, guardiões de propriedades e das carruagens.

O dogue é um companheiro leal, equilibrado e dócil com a família. Tê-lo em companhia é ter-se a proteção de Golias com doçura de Polyana.

Fonte:
arbitrodecaes.com.br
Roberta Zeppelini – Double M Kennel

Padrão oficial da raça Dogue Alemão


CBKC n° 253c de 10/4/94



FCI n° 235d de 10/9/92


País de origem: Alemanha


Nome no país de origem: Deutsche Dogge


APARÊNCIA GERAL: O Dogue Alemão reúne, em sua nobreza uma constituição grande, forte e bem estruturada: altivez, força e elegância. Devido a essa substância aliada à nobreza, a harmonia de sua figura a uma estrutura bem proporcionada, assim como, a peculiar expressão do seu semblante numa cabeça que impressiona o espectador como uma escultura nobre, o Dogue Alemão é o Apolo entre as raças caninas.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: a estrutura se afigura quase quadrada, o que se observa, particularmente, nos machos. O comprimento do tronco (da ponta do esterno à ponta do ílio) para os machos, deve ser, no máximo, 5% maior que a altura na cernelha e para as fêmeas nunca ultrapassa os 10%. A altura na cernelha, mínima, para os machos, é de 80cm e para as fêmeas, mínimo, 72cm.

TEMPERAMENTO: amistoso, carinhoso e apegado para com seus donos, principalmente para com as crianças; reservado com estranhos. Vigilante, auto-confiante, corajoso, de fácil condutibilidade, dócil, excelente companheiro e cão de família com alto limiar de excitação (demora bastante para atingir o limiar de excitação de irritabilidade para gerar um comportamento agressivo).

CABEÇA: em harmonia com a aparência geral, longa, estreita, expressividade marcante sutilmente cinzelada (principalmente na região abaixo dos olhos); arcada superciliar bem desenvolvida sem, entretanto, ser protuberante. A distância da ponta da trufa até o stop, bem marcado, é, de preferência igual à distância do stop ao occipital que é levemente marcado. As linhas superiores do focinho e do crânio são paralelas.
Visto de frente, a cabeça deve parecer estreita, embora a face dorsal da cana nasal seja larga e a musculatura das faces, moderadamente marcada, jamais grosseira.
 
TRUFA: bem desenvolvida, mais para larga do que redonda com narinas bem abertas. Deve ser preta, com exceção da variedade Arlequim. Para esses uma trufa preta manchada ou mesmo toda cor de carne é tolerável.

FOCINHO: profundo, de preferência quadrado, com a comissura labial bem aparente. Lábios de pigmentação escura. Nos Arlequins é tolerada a despigmentação parcial ou total.

MAXILARES/DENTADURA/DENTES: mandíbula larga e bem estruturada. Dentes fortes e dentadura completa com a mordedura em tesoura (dentadura constituída de 42 dentes).

OLHOS: de tamanho médio, arredondados, melhor mais escuros com pálpebras justas. Nos Dogues Azuis admitem-se os olhos claros. Nos Arlequins, os olhos claros e cada um de cor diferente, são tolerados. As pálpebras devem ser bem ajustadas.

ORELHAS: de inserção alta, de tamanho médio, portadas dobradas e ligeiramente voltada para frente, com os bordos anteriores rente às faces. A orelha cortada deve ter a largura e comprimento proporcionais à cabeça e portadas eretas. As ninhadas nascidas após 01/01/94 somente serão admitidas com as orelhas no tamanho natural (sem ser cortada ou operada).
Nota: somente os exemplares nascidos antes da data acima referida estão isentos dessa restrição.

PESCOÇO: longo, seco e musculoso. Inserção bem desenvolvida, diminuindo suavemente em direção à cabeça, com uma linha superior levemente arqueada. Portado erguido e ligeiramente inclinado para a frente.

TRONCO

CERNELHA é o ponto mais alto da linha superior de seu poderoso tronco. Deve ser construída com a escápula inclinada, sobressaindo da linha superior.

DORSO: curto e reto, linha superior moderadamente reta, ligeiramente descendente para a garupa caída. Lombo ligeiramente arqueado, largo, fortemente musculado.

GARUPA: larga, fortemente musculada do ílio até a inserção da cauda, levemente caída na mesma direção da linha da cauda.
 
CAUDA: seu tamanho alcança a ponta do jarrete. Inserção alta e larga na raíz e afinada para a ponta. Em repouso portada caída, em estado de excitação portada em leve curva em forma de sabre, porém não muito acima da linha do dorso, não podendo ficar enrolada. A pelagem longa (em escova) na face ventral da cauda é indesejável.

TÓRAX: profundidade atingindo a articulação do cotovelo. Bem arqueado, largo, com costelas bem arqueadas. Peito bem amplo com antepeito bem desenvolvido.

LINHA INFERIOR: ventre bem esgalgado; com a face inferior do tórax fazendo uma linha inferior bem delineada.

ANTERIORES

Ombros: fortemente musculados. A escápula é longa e chata, formando, com o braço, um ângulo aproximado de 100° a 110°.

Braço: forte e musculoso, bem angulado, embora um pouco longo, com o úmero de comprimento igual ao da escápula.

Cotovelos: trabalhando corretamente direcionados para a frente, bem ajustados rente ao tórax, no mesmo plano da articulação do ombro.

Antebraço: forte, musculoso e, visto de qualquer ângulo, reto.

Carpo: forte, resistente, não muito ressaltado do prumo do braço.

Metacarpo: forte, visto de frente reto e, de perfil, levemente inclinado.

Patas: arredondadas, dedos bem arqueados e bem fechados (pé de gato), unhas curtas, fortes, possivelmente, escuras.

POSTERIORES: todo o conjunto da estrutura óssea bem revestido de musculatura forte, a garupa, a bacia, a coxa larga e bem arredondada, a anca e a coxa largas e apresentam uma impressão arredondada. Os posteriores fortes e bem angulados, vistos por trás, paralelos aos anteriores.

Coxa: longa, larga e bem musculosa.

Joelho: forte, trabalhando no mesmo plano de articulação coxo-femoral.

Perna: longa, aproximadamente do mesmo comprimento da coxa, bem musculada.

Jarrete: forte, firme e bem aprumado.

Metatarso: curto, forte, levemente angulado e boa pisadura.
 
MOVIMENTAÇÃO: harmônica, graciosa, com boa cobertura de solo, com leve oscilação, os membros posteriores vistos por trás e pela frente movimentam-se em planos paralelos.

PELE: ajustada ao corpo, bem pigmentada nos exemplares Unicolores. Nos Arlequins, a pigmentação acompanha a pelagem.

PELAGEM

CONSTITUIÇÃO: muito curta, densa, bem aderente e brilhante.

COR: o Dogue Alemão é criado nestas três variedades independentes: Dourado e Tigrado, Arlequim e Preto e Azul.

Dourado: do dourado claro até o dourado escuro. Desejável, uma máscara preta. Indesejáveis marcas pequenas brancas no peito e nos dedos.

Tigrado: cor de fundo dourado claro até dourado amarelado, com listras pretas claramente definidas e de igual espessura, na direção das costelas. Desejável máscara preta. Desejáveis pequenas marcas brancas no peito e dedos.

Branco - Manchas Pretas (Chamado Arlequim): cor de fundo em branco puro, de preferência em cada marca, manchas preto profundo, bem distribuídas sobre todo o corpo, formato irregular. As manchas acinzentadas ou amarronzadas são indesejáveis.

Preto: preto profundo, manchas brancas são permitidas; como também nos exemplares montados, se tiver o manto todo negro no dorso, as laterais, focinho, pescoço, peito, ventre, pernas e ponta da cauda podem ser brancas.

Azul: azul-aço, puro, marcas brancas no peito e patas são permitidas.



FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade, conforme se segue:

Aparência Geral: ausência das características sexuais definidas, falta de harmonia, muito leve ou muito pesado.

Caráter: falta de autoconfiança, nervosismo e limiar baixo de excitação.

Orelha tipicamente mal portada: caindo, afastados das faces e com uma dobra, por trás, característica de temperamento fraco.
 
Cabeça: falta de paralelismo crânio/focinho, cabeça de maçã, cabeça cuneiforme, pouco stop e hipertrofia muscular das faces.

Focinho: afilado, lábios pouco pendentes, lábios pesadamente pendentes, lábios esvoaçantes, nariz arrebitado e cana nasal convexa (dish-face) ou arqueada (nariz romano).

Dentadura/Dentes: qualquer falta dentária (tolerado somente a falta do P1 inferior), desalinhamento dentário, oclusão dos incisivos com mordedura em torquês e dentes muito pequenos.

Olhos: Pálpebras frouxas (ectrópio), muito apertadas (entrópio); conjuntiva muito avermelhada; expressão dura; cor dos olhos amarelo-âmbar, claros porcelanizados; nos unicolores, cada olho de cor diferente e inseridos muito juntos ou afastados demais.

Orelhas: inserção muito alta ou muito baixa, porte afastado das faces ou pesadamente pendentes e orelhas cortadas de tamanho desproporcional, de maneira que fiquem mal portadas ou muito curtas.

Pescoço: curto, grosso e pescoço de cervo, muita pele solta ou barbela.

Dorso: selado, carpeado, muito longo e linha superior ascendente na direção da garupa.

Garupa: muito caída ou plana.

Cauda: muito grossa, muito longa ou curta, inserção muito baixa, muito alta acima da linha superior, portada em gancho ou curta, assim como, cauda desviada para um dos lados, virada para cima, grossa na ponta ou cortada.

Tórax: costelas achatadas ou em barril, falta de largura de peito ou de profundidade, ponta do esterno muito projetada.

Linha Inferior: pouco esgalgada no ventre; tetas não retraídas após o aleitamento.

Anteriores: falta de angulação. Ossatura leve, pobremente musculados. Falta de aprumos.

Ombros: soltos, carregados. Escápula reta (pouco angulada).

Cotovelos: soltos, virados para dentro ou para fora.

Antebraços: arqueados, fora do prumo dos carpos.

Carpos: proeminentes, cedidos, dobrados para a frente.
 
Metacarpo: muito angulado ou muito escarpado.

Posteriores: angulações muito abertas ou muito fechadas. Jarrete de vaca, muito juntos ou muito afastados.

Jarrete: movimentando virado para fora, articulação frouxa.

Patas: achatadas, espalmadas, longas.

Movimentação: pouca cobertura de solo, movimentação presa, passadas curtas e rápidas, falta de equilíbrio no movimento entre anteriores e posteriores.

Pelagem: pêlo duro, pêlos foscos.

Faltas nas Cores:

Dourado: cor acinzentada, azulada, isabela ou amarelo sujo.

Tigrado: cor de fundo azul prata ou isabela; listas esmaecidas.

Arlequim: cor de fundo salpicada de azul-acinzentado, manchas grandes amarelo-acinzentadas ou azul-acinzentadas.

Preto: preto-amarelo, amarronzado ou azulado.

Azul: azul-amarelado ou empretecido.

FALTAS GRAVES

Caráter: medo, agressividade, mordedor de medo.

Nariz: leporino, despigmentado.

Dentadura/Dentes: prognatismo, anognatismo, torquês.

Olhos: ectrópio, entrópio.

Cauda: quebrada.

Testículos: inclusos ou muito descidos. Muito pequenos ou mal formados.
 
Faltas Graves nas Cores:

Dourados e tigrados com manchas brancas na testa, em volta do pescoço, nas patas, "meias", na ponta da cauda.

Azuis com manchas brancas na testa, em torno do pescoço, "meias" e na ponta da cauda.

Arlequins sem qualquer mancha preta (Albinos) assim como cor de pombo; assim chamados porcelanizados ( com manchas em azul, cinza, dourado ou tigrado). O chamado (MERLES) acinzentado (tem a cor de fundo acinzentada com manchas pretas).

Tamanho: abaixo do mínimo.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.