sábado, 14 de agosto de 2010

Dogue Alemão - origem e história

A diversidade de denominação desta raça ilustra a hipótese relativa às origens da mesma. O dogue alemão é chamado de alano na Itália, great dane na Inglaterra e USA, dinamarquês na Baviera e na Dinamarca, dogue de Ulm (uma pequena cidade de Wurtemberg/Alemanha) e muitos outros nomes.

Na realidade, o dogue descende dos alantes, cães grandes introduzidos na Europa pelos Alanos, povo irânico expulso pelos Hunos, que migraram para aquele continente. Assim, com os Godos, Busgúndios e outros povos da época, eram guerreiros e se utilizavam de cães de guerra combativos, como auxiliares nas escaramuças. Nos baixos-relevos dos túmulos em Beni-Hassan aparecem cães cuja poderosa silhueta lembra a do dogue alemão.

Desde o seu surgimento, com passagem registradas em tapeçarias e artefatos medievais, até a atualidade, esse molosso foi tomando ares nobres e refinados, o que pressupõe uma grande evolução estética.

Embora sejam muitos os nomes (tigger dogge, hatzrudde sanfanger, aldenstch dogge, mitzgerhund, boarhund, kammerhunde) trata-se com certeza do mesmo cão, que após ser adotado pelas cortes principescas foi elevado à mais alta escala social, até o ponto de usarem coleiras de ouro maciço.

No século XIX, a cinofilia começou a firmar-se como ciência e foi nesta época que a Alemanha decidiu estabelecer um único nome à raça. Em 1870, o Chanceler alemão Bismarck, possuía dois dogues de Ulm (dogue alemão) e gostava de exibir-se com eles. A cinofilia alemã considerava essa raça como sendo essencialmente nacional, alguns cinólogos davam-lhe o nome de “grande dinamarquês, o que criava um problema de nacionalidade”.

Finalmente em 1877, os alemães oficializaram o nome DEUTSCH DOGGE, e todos os animais pertencentes à esta raça, mesmo que registrados com nomes diferentes, foram apresentados na exposição canina de Frankfurt com a nova denominação.
 
Em 1937, a discussão sobre o nome desses cães, ainda não era pacífica, sendo que a Dinamarca chamava para si a paternidade da raça; o delegado do The Kennel Club Dinamarquês apresentou novos dados sobre a questão e advogava a adoção da denominação de Grande Dinamarquês, como nome oficial.

Na realidade, não se tratava de simples questão de vocabulário, ou nacionalismo, pois segundo o Dr. Locquet, era provável que naquele época existissem 2 variedades de cão: a do grande dinamarquês (não reconhecida) e a do deutsche dogge, mais importante numericamente.

A Segunda Guerra Mundial encerrou de modo trágico toda essa discussão. O grande dinamarquês foi extinto, ficando apenas o deutsche dogge, cuja denominação foi adotada oficialmente.

COMPORTAMENTO

Apesar desse gigante inspirar terror em algumas pessoas, seu olhar e comportamento é prova evidente do equilíbrio que o caracteriza, equilíbrio que é também indispensável a convivência. É um cão capaz de fazer o que for preciso para defender o dono e seu patrimônio. Sua eficácia na guarda conta com inúmeros relatos, como da cadela Barine (uma das precursoras da raça na Alemanha) que, sem despertar os donos, desceu até a entrada da casa e, degolou um ladrão que entrou na casa julgando-se sozinho. Ou o cão que em São Paulo, matou 02 dos 03 assaltantes que renderam o caseiro da chácara de seus donos, mesmo depois de ter levado três tiros de revólver calibre 38 (relato constante da Revista Cães & Cia)

Para que a convivência com o dogue seja a mais prazerosa possível, é bom educá-lo desde cedo, pois devido à sua envergadura, um animal desobediente e desastrado pode causar danos de grandes proporções . O dogue alemão aprende depressa e tem uma grande vontade de agradar o dono, o que faz com que consiga-se o que quiser dele.
 
O segredo da educação canina é não ser violento, o que não significa que se deve permitir tudo. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio, o que é fácil quando existe afeto entre as duas partes.

Entre as várias características que agradam no dogue alemão, a variedade de cor é com certeza uma das mais importantes. O origem de cores tão diversas ainda gera algumas especulações, entretanto alguns estudiosos afirmam que a variação genética deve-se à função original dos cães, que eram utilizados como caçadores, guardiões de propriedades e das carruagens.

O dogue é um companheiro leal, equilibrado e dócil com a família. Tê-lo em companhia é ter-se a proteção de Golias com doçura de Polyana.

Fonte:
arbitrodecaes.com.br
Roberta Zeppelini – Double M Kennel

Um comentário:

  1. Gostei muito da matéria. Não tinha conhecimento de alguns detalhes sobre a história destes grandes amigos.

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